Equívocos
Acho que está na hora de deixar este blog com a minha cara. Tenho evitado postar sobre assuntos polêmicos e acho que isso é um grande erro. Por isso vou falar sobre um assunto que discutimos neste fim-de-semana e que, depois de algum tempo, fez com que a Dri resolvesse discutir comigo de novo.
O tema era a viabilidade de polítcas públicas como instrumento para inserir as camadas mais carentes no mercado de trabalho. Lembrei de uma reportagem que li, há alguns anos atrás, citando uma iniciativa da prefeitura de Porto Alegre em oferecer qualificação profissional a crianças de rua. A idéia era leva-las a um abrigo e oferecer cursos de artesanato e jardinagem (não me recordo se haviam outras profissões, mas já vale para dar a linha geral do meu argumento).
Minha crítica resume-se a um ponto específico. A falta de conexão entre essa iniciativa e a realidade dos tempos atuais. Tirar crianças das ruas é uma iniciativa mais do que louvável. Deve ser estimulado e levado a sério pelo poder público em várias instâncias. Mas, sendo prático, vai tirar essas crianças da rua, ensina-las a fazer artesanato, a cuidar de jardins e depois emprega-las aonde?? Nada contra as profissões de jardineiro e artesão, mas no mundo de hoje, qual o real espaço para estas atividades? Será que é uma boa aplicação para recursos públicos, que além de pertencerem à sociedade, são escassos? Não sou contra a medida em si, mas contra o foco equivocado. Cidades históricas em Minas Gerais têm oficinas de restauração de monumentos. É o tipo de medida acertada, porque está totalmente conectada com a realidade local. É o tipo de profissão que pode ser aplicada.
Grandes centros urbanos, como Porto Alegre (pra não falar de todas as outras grandes cidades), têm a responsabilidade de adotar medidas mais inteligentes. Caso contrário, ao invés de resolver uma questão social, estarão desperdiçando dinheiro e criando expectativas que serão frustradas muito em breve, quando os jovens em questão não conseguirem arranjar lugar no mercado de trabalho.
O tema era a viabilidade de polítcas públicas como instrumento para inserir as camadas mais carentes no mercado de trabalho. Lembrei de uma reportagem que li, há alguns anos atrás, citando uma iniciativa da prefeitura de Porto Alegre em oferecer qualificação profissional a crianças de rua. A idéia era leva-las a um abrigo e oferecer cursos de artesanato e jardinagem (não me recordo se haviam outras profissões, mas já vale para dar a linha geral do meu argumento).
Minha crítica resume-se a um ponto específico. A falta de conexão entre essa iniciativa e a realidade dos tempos atuais. Tirar crianças das ruas é uma iniciativa mais do que louvável. Deve ser estimulado e levado a sério pelo poder público em várias instâncias. Mas, sendo prático, vai tirar essas crianças da rua, ensina-las a fazer artesanato, a cuidar de jardins e depois emprega-las aonde?? Nada contra as profissões de jardineiro e artesão, mas no mundo de hoje, qual o real espaço para estas atividades? Será que é uma boa aplicação para recursos públicos, que além de pertencerem à sociedade, são escassos? Não sou contra a medida em si, mas contra o foco equivocado. Cidades históricas em Minas Gerais têm oficinas de restauração de monumentos. É o tipo de medida acertada, porque está totalmente conectada com a realidade local. É o tipo de profissão que pode ser aplicada.
Grandes centros urbanos, como Porto Alegre (pra não falar de todas as outras grandes cidades), têm a responsabilidade de adotar medidas mais inteligentes. Caso contrário, ao invés de resolver uma questão social, estarão desperdiçando dinheiro e criando expectativas que serão frustradas muito em breve, quando os jovens em questão não conseguirem arranjar lugar no mercado de trabalho.

2 Comments:
É muito passinho, muito tamborzinho, mas...
polemic-guy? Vamos levantar a bola aí, gente!
Vamos discutir mobilidade social? Ligeiro empobrecimento? Câmbio fixo ou flutuante?
Aponte as armas, estou a postos.Se duvidar entre no ditoassim e veja o estrago que fiz por lá. Polemic+guy/polemic-pai.
Fui
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